Cinquenta Tons de Cinza. Eu vi, “queridinhas”!

E finalmente chegou o dia. Christian Grey me recebeu como prometido há cerca de um ano atrás e a estreia do filme Cinquenta Tons de Cinza, o primeiro da trilogia, foi emocionante (em todos os sentidos, vou te contar!).

            Abrindo um parênteses:

(Eu AMO cinema, mas odeio pessoas que não sabem se comportar nesse ambiente. Risinhos fora de hora, conversas paralelas e conversas com as personagens da tela realmente me tiram do sério. E, infelizmente, isso ocorreu durante quase todo o filme, não porque o filme não detinha a atenção do expectador, mas porque todos alí dentro se achavam “donos” daquelas personagens e não se cansavam de dizer “Nossa!!” para a imagem de um Christian Grey sem camisa e “Sonsa!!” para a hesitação de Anastasia. Isso me cansou bastante e eu, que sou normalmente paz e amor com estranhos, me peguei duas vezes dando bronca em “queridinhas” sentadas atrás de mim, o que rendeu piadinhas a meu respeito: “Vamos falar mais baixinho, meninas – diziam elas”. Até um pouco de refrigerante sendo lançado no meu cabelo… Aiai (suspiros), esse foi o motivo da segunda bronca. Meu marido: “Não precisa responder que a vida pune.” Tomara que puna mesmo. Toda punição é pouca para a falta de educação, rsss… Mas ok, já posso fechar o parênteses, vamos ao filme).

Sobre o que interessa:

Sou prolixa, gente. Vou ter que começar falando sobre o livro. Desculpem…

Minha queridíssima amiga Babi disse-me certa vez: “Chris, você já leu esses livros? Todo mundo está falando deles.” Minha resposta foi negativa. Na verdade eu nem sabia do que se tratava. Pesquisando, li uma frase atribuída a Deborah Secco: “Minha vida sexual mudou depois de ler Cinquenta Tons de Cinza”.

Powwwwwww, foi o que eu pensei. Como assim? Esse livro deve ser sensacional… A Deborah Secco mudou a vida dela. Vou ter que ler. E li. E minha vida não mudou. Droga, Deborah, você me enganou!

Minha vida não mudou, mas eu também me apaixonei pela história de Christian Grey e de Anastasia Steel. E. L. James, mesmo com sua escrita pobre e infantilizada, conseguiu me fazer amar a história dessas personagens.

Mas e o filme? Era sobre isso que eu ia falar. Ok!

                 Quando os nomes dos atores e da diretora surgiram eu tinha alguns conceitos estabelecidos.

1º Jamie Dornan– Bem, ele é lindo. Tomara que ele consiga fazer o personagem como ele tem que ser feito.

2º Dakota Johnson – Ela é velha… Não sei não… Mas a Anastasia é tão insossa que não faz diferença.

3º Sam Taylor-Johnson– um único filme dirigido por ela até então. Será que isso vai dar certo?

E hoje, depois de sair da sessão, minhas impressões foram totalmente alteradas.

A diretora: Sam conseguiu conduzir a história “pornô-soft” de maneira elegante. As cenas de sexo foram filmadas sem vulgarizar os atores e constranger os expectadores. Um trabalho difícil de se fazer, dado o teor do livro, mas alcançado com sucesso pela diretora.

Christian Grey: Jamie continua sendo lindo e não chega a destruir o personagem com sua interpretação, mas diante da atuação de sua co-estrela, Jamie fica um degrau abaixo. O Christian Grey de Jamie é cheio de conflitos como no livro, mas suas expressões para demonstrar tantos sentimentos não são tão facilmente identificáveis. Eu torço e espero que no segundo filme essa impressão seja mudada.

Anastasia Steele: A chata de galocha do livro ganhou vida e se tornou a personagem mais interessante do filme. Dakota conduziu com  maestria  a personagem que no longa é mais espirituosa e divertida do que nos livros. A Ana de Dakota faz com que torçamos por ela.

Eu tive a impressão de que algumas coisas acontecem de maneira muito rápida no filme. Talvez tenha ficado um pouco difícil para quem não leu o livro entender tudo o que estava acontecendo. Por exemplo, a mudança de Ana para Seatle. Ou talvez eu que tenha me distraído brigando com as “queridinhas” da cadeira de trás… Não sei.

A trilha sonora foi perfeita. Nada a acrescentar.

Só achei as cenas de sadomasoquismo leves demais. Quem assistiu Ninfomaníaca vai entender o que estou dizendo. Eu sei que Christian está apaixonado e tal, mas ele alí no quarto vermelho está no modo Dominador, por isso acho que as cenas tinham que ser menos glamurizadas.

Spoilerrrrrrrrrr

A cena que ele bate com o cinto na Ana foi perfeita.

Jamie demonstrou prazer e conflito. E Dakota estava perfeita (mais uma vez), frágil, ofendida, decepcionada… Foi genial!

Enfim, assim como eu gostei muito dos livros, apesar dos pesares, eu também gostei do filme, gostei muito.

Acho até que vou repetir a dose e ir ao cinema novamente. Dessa vez vou tentar não arranjar briga com as fãs do Grey, desejem-me sorte!

Fui!

Chris

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Perdida – Carina Rissi

Sabe aquele dia que você não está pra muito papo? Que tudo consegue lhe irritar em um nível muito, muito elevado?

Era um dia desses de setembro de 2013, estava beeeemmm quente aqui em VR e nenhuma opção de lazer me atraia. As músicas da minha playlist não pareciam interessantes, as séries e os filmes não me chamavam a atenção, ou seja, eu estava insuportável!

Foi nesse dia que conheci Sofia, a personagem principal do livro queridíssimo: “Perdida – Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo”, da editora Versus. Enquanto eu navegava na internet tentando aplacar meu humor, dei de cara com a sugestão de uma menina dizendo: “Ei! Você precisa ler Perdida. Este livro é demais!”; e foi assim que minha jornada começou.

Sofia é uma típica garota do século XXI, independente, acostumada com a modernidade e todas as facilidades que ela traz. Após adquirir um celular novo, ela acaba perdida no século XIX e é lá que a história se passa (sem detalhes, please!). No livro, Sofia está tentando descobrir o que lhe acontecera e como voltar para o seu século. E é nesta jornada que ela conhece Ian Clark (o Mr. Darcy da Carina Rissi) e seus planos acabam mudando.

Enfim, eu não vou contar muita coisa, mas gostaria de dividir com vocês o que senti ao ler cada página desse lindo livro de uma autora deliciosa. Carina Rissi conseguiu dar uma leveza e humor ao texto como há muito tempo eu não via. Fugindo do estrondoso estilo pornô soft, ela consegue nos envolver emocionalmente com os personagens principais. A cada acontecimento torcemos desesperadamente para que Sofia consiga superar suas trapalhadas e ficar com Ian (aiaiai… Ian…). É ela quem narra o livro, mas, ainda assim, conseguimos notar com clareza o que todos a sua volta estão sentindo em relação a ela. Perdida é um livro apaixonante e, principalmente, divertido. Você vai se identificar com muitas das cenas vividas por Sofia.

Perdida chamou tanto minha atenção que eu não conseguia parar de ler, meu dia, que estava sendo um tédio, ficou sensacional. Eu não conseguia parar de sorrir ao folhear as páginas dessa história. Acho que terminei em menos de dois dias. E, quando acabou, minha pergunta era: “Meu Deus!!! Que divertido!! Será que essa Carina escreveu mais algum livro?” E para minha grata surpresa ela tinha escrito (Procura-se um marido – editora Versus), mas sobre isso falo outro dia.

Ah, não posso esquecer de contar que Perdida vai virar filme, o cineasta  Luca Amberg, da Amberg Filmes, fez o convite para Carina. Um roteiro para o cinema está sendo construído. Não é sensacional?

A continuação de Perdida foi lançada há alguns meses (Encontrada – À espera do felizes para sempre) e só agora comecei a ler. Como era de se esperar, estou ainda mais apaixonada pela Sofia e pelo Ian, ahhh… e pela Carina (kkkkk).

Quando eu acabar de ler, volto aqui para compartilhar com vocês o que eu achei.

Beijo!

Chris

Ps.: Só queria contar mais uma coisa: a Carina já divulgou que haverá um 3º livro. Assim ela me mata de ansiedade!Perdida

Ninfomaníaca parte II – Christian Grey, é você?

Eu contei em outro post (http://explicitas.com.br/2014/11/20/dialeto-africano/) minhas percepções sobre o filme Ninfomaníaca de Lars Von Trier e fiquei de escrever somente sobre as cenas de sadomasoquismo que aparecem no filme.

Bem, a Joe está em um momento da história que não sente mais prazer. Não importa com quem transa, quantas vezes transa, ela não sente nada.

Passando por esse momento delicado, Joe procura “K” (Jamie Bell), que é um conhecido praticante do sadismo (ele amarra as mocinhas com cordas e começa bater no popô delas com um chicote de montaria de couro e com um outro feito de nós de corda).

Na história, Joe, depois de levar 40 chicotadas e ficar com a bunda cheia de vergalhões e cortes, finalmente volta a ter um orgasmo.

Eu assistia àquilo tudo totalmente chocada e horrorizada quando meu marido disse:

– Isso aí que é o Christian Grey!

Eu tentei argumentar: – Claro que não! O Christian Grey não bate na Anastasia assim.

Ele falou: – Era isso o que ele fazia antes de conhecê-la e é isso que ele faz em muitas partes do livro. Terrível né?!

Eu não consegui responder, porque eu concordava com o que ele estava falando.

Christian Grey sendo retratado nu e cru era terrível!

Sem romance, sem deusas interiores ou traumas de infância sendo revelados é muito mais do que eu posso aceitar ou suportar.

A verdade é que o Christian mexeu tanto com a cabeça da mulherada, fazendo com que todas desejassem que seus maridos e namorados tivessem pelo menos uma de suas características, porque ele AMAVA Anastasia. O Romance excede o sadomasoquismo da relação. Christian não é só o “K”, Christian é O SONHO, o cara que ama, protege física, emocional e financeiramente (feministas não me matem!).

É isso pessoal, o “Christian Grey” do Lars Von Trier me assustou pra caramba!!! Provavelmente porque ele é o mais próximo do real.

Eu chego à conclusão de que eu prefiro meu marido (hahahah), sem tapinhas, telefones rastreadores e cordas .

Bj, Chris.

Obs.: Não achei nem um vídeo da parte que queria mostrar para vocês. Sorry!

Obs.2: No 50 tons de Cinzas tudo é tão romântico, até levar umas chicotadas (#sóquenão). Já no Ninfomaníaca as cenas são mais cruas, sem o “romance”, aí a parada fica TENSA!!

Obs.3: Ficou assustada com o “Christian Grey” também?

Christian é vc 2

Christian é vc 1

The Vampire Diaries

Hoje vou expressar meus sentimentos em relação à The Vampire Diaries. A série se passa numa cidade fictícia chamada Mystic Falls e conta a história de vampiros, bruxas, lobisomens, caçadores, viajantes e cópias. Vou descrever sobre os personagens e depois falarei da relação entre eles, ok?!

Elena Gilbert: É a mocinha, chata pra caramba, cheia de princípios idiotas, no começo da série mora com a tia e o irmão, pois os pais morreram em um acidente de carro quando ela tinha 15 anos. É adotada e depois descobre que é filha do seu tio.

Stefan Salvatore: É o “mocinho”, namora a Elena nas primeiras temporadas, aceita tudo que ela fala e faz, ou seja, chato master. Eles são “O” casal chato, ele só faz merda e acha que é espertão.

Jeremy Gilbert: Irmão de Elena, é um rebelde sem causa, supera a chatice do casal acima. No meio da série descobre que é um caçador de vampiros, que isso está no seu sangue e blá blá blá, não serve para nada, tanto que no livro onde a série é baseada ele nem existe, um inútil foi, inútil é e inútil será.

Damon Salvatore: Irmão mais velho de Stefan, também é um vampiro. Esse é foda, ele teoricamente é do mal, mas vive ajudando todos e concertando as merdas que os outros fazem, disputa o amor de Elena com Stefan . É lindo e gostoso.

Caroline Forbes: É melhor amiga de Elena, no começo da série é super fútil, só pensa em festas, beleza e popularidade. Eu gostava dela assim, porque eu sempre gosto dos fúteis e dos vilões. Na primeira temporada é transformada em vampira pelo Damon ( que ela dá umas pegadas). Com o desenrolar da história sua personagem evolui e fica mais responsável, tornando-se chata.

Bonnie Bennett: É a bruxa da parada, é melhor amiga de Elena. Também vive morrendo, em todas as temporada ela “morre”. Sempre com cara de sofrimento, como se estivesse sentindo cólicas menstruais constantemente. Namora o irmão de Elena, já levou chifre dele com uma fantasma.

Tyler Lockwood: É o lobisomem, já namorou a Caroline, atualmente não estão mais juntos, ele é bem gostoso, no entanto é mais um que não serve pra nada.

Matt Donovan: É o único humano, eu gosto do Matt porque ele é filho de brasileiro (não o Matt, mas o ator), mas gente, o cara é o mais inútil de todos, ele supera, serve apenas para alimentar seus “friends” vampiros na hora do aperto. Usa um anelzinho de viado que o trás de volta a vida quando morre, o que ele faz com frequência, mas até que na temporada atual ele deu uma parada (de morrer).

Katherine Pierce: É um vampira super antiga, no passado os irmãos Salvatore disputaram seu amor, foi inclusive ela que os transformou em vampiros. Ela é idêntica a Elena, no começo da série os autores explicam que Elena seria uma descendente de Katherine, por isso a semelhança, pois Katherine teve uma filha antes de virar vampira. No meio da série Elena já não é mais descendente de Katherine e sim uma cópia, história longa, não da pra falar aqui agora.

Klaus Mikaelson: Esse sim, choro quando falo o nome dele. Ele é lindo, fodão, inteligente e sagaz, mas tem mágoa do papai e da mamãe. Foi o primeiro vampiro a existir, por isso é imortal. Ele é um híbrido, metade vampiro, metade lobisomem.

Agora falemos da história: Elena namora o Stefan, que como disse acima, formam um casal super chato, ele aceita tudo que ela diz e fica lá com cara de bobão. Damon vem para cidade para libertar Katherine, que supostamente está presa em uma caverna há anos, aí conhece Elena e tenta conquista-la. Damon faz muita merda, mata pessoas, mente, mas Elena começa a gostar dele porque ele acerta algumas vezes. Lá pela terceira temporada Elena vira vampira e fica super legal, foi aí que eu comecei a gostar dela, principalmente quando ela segue seus extintos vampirescos e fica do hell, aprontando todas, bebendo sangue igual camelo bebe água do deserto. Stefan parece que está com gases sempre, fora que o ator Paul Wesley é péssimo na atuação, o que faz com que eu odeie o Stefan ainda mais. Já teve um passado negro, onde era um estripador, mas não vale apena falar dele…. Caroline era legal, eu gostava dela, já pegou todo mundo na série, Damon, Matt, Tayler, Klaus. No começo ela era super divertida, não queria saber de nada na life, mas aí resolve ser responsável, termina com Tayler, e agora que ficou chata quer pegar o Stefan, porque ela não se contenta, é pegadora mesmo. O Tayler tentou matar Klaus, porque este matou sua mãe, mas não obteve sucesso, agora ele deixou de ser lobisomem e está tentando viver como uma pessoa normal. O Klaus é um cara mal, mas se apaixona por Caroline e acaba cedendo algumas vezes por causa dela, é pegador também, até que um dia dá mole e engravida um loba lá. Ele passa uma temporada inteira tentando matar Elena, porque precisava do sangue dela para se libertar de uma maldição. Atualmente ele não está na série, voltou apenas em um episódio pra dar uma comida na Caroline e foi embora para sua própria o spin-off de The Vampire Diaries, The Originals ( que eu aconselho a não assistir). Gente a Bonnie, ela precisa ter uma conversa séria com Chico Xavier, esse negócio de morre e volta não rola comigo, na temporada atual ela está morta (de novo), mas daqui a pouco ela volta porque ela já esta trabalhando nisso. Aquele bobão do Jeremy tá lá esperando ela, ô garotinho inútil. Eu não falei de todos os personagens aqui, somente dos que eu acho que valem a pena, nem todos precisam ser mencionados. Enfim, eu gosto da série, gosto mesmo, aconselho a todos assistirem, acompanho fielmente, é gostosa de assistir, mas às vezes eu me confundo, deve ser pelo fato de ser loira. Tem algumas coisas bem legais, muita coisas interessantes acontecem e coisas engraçadas também, então assistam The Vampire Diaires, vale a pena.

Bjs,
Babi. tvd

Dialeto Africano

Minha história cruza-se com a de Joe, a Ninfomaníaca de Lars Von Trier (Charlotte Gainsbourg e Stacy Martin), por curiosidade. Eu tinha assistido  a uma entrevista de Shia LaBeouf à Chelsea Handler num desses programas de fim de noite e ele dizia estar super animado e feliz por ter sido escolhido para o filme novo do tal Lars (que ele confessou ser super fã). Fiquei intrigada com ele dizendo que existiriam cenas de sexo explícito (Pow!! O menino do Transformes resolveu fazer filme pornô?! – pensei.). O fato é que me esqueci disso e minha vida seguiu sem nenhuma vontade ou expectativa para o tal filme Ninfomaníaca.

Quando saiu o primeiro trailer (Ninfomaníaca volume 1) foi um BUM na internet, vários sites falando sobre o tal filme e eu fui lá toda animadinha ver… INCÔMODO… foi o que senti, e, por isso, permaneci sem me empolgar com o tal filme do Lars Von Trier.

Enfim, o volume 1 estreou, o volume 2 também e somente essa semana eu assisti aos filmes e o gosto amargo do incômodo permaneceu em meu estômago.

Estranho, né?!

Aí você está lendo isso aqui e se perguntando: “- Cara, a Chris é louca? Porque ela assistiu a um filme que ela não tinha gostado nem do trailer? E pior, porque ela está escrevendo sobre isso? – hahahah!”

Vou lhe explicar: – É porque o tal Lars filmou essa história de maneira tão “crua” e com conclusões tão geniais, que mesmo me causando ojeriza muitas vezes (muitas vezes mesmo!!!) eu ainda estou pensando no filme.

Spoilerrrrrrrrrr!!!!!!!!!!!!!

A história começa com a Joe muito machucada, abandonada em uma viela, Seligman (Stellan Skarsgard – que é pai do Alexander Skarsgard, o Eric Northman de True Blood – como diz a Babi: “Está tudo conectado!!!) a encontra e a leva para casa para ajudá-la.

Lá chegando, Joe começa a contar sua história para esse “bom” homem que a acolheu.

Ele escuta, fazendo alguns apontamentos e analogias, e é nessa base que os filmes são construídos.

Bem, Joe começa contando que desde cedo tinha um interesse muito intenso por sua sexualidade. Ela conta de uma amiga de infância e como as duas buscavam maneiras de conhecer os pontos de prazer em seu corpo (Calma! Na versão que eu assisti as duas não se envolvem). Conta também da relação que tinha com o pai. É nessa hora que eu comecei a ficar tensa, muito tensa.

Joe vai descrevendo a relação dos dois de maneira muito envolvente. Uma filha que admira o pai e um pai que adora sua menina. ALERTA DE EXPLOSÃO DE TENSÃO. (Eu, no ápice do meu estresse, virei para meu marido e disse: – Putz! Se ela transar com o pai vou parar de assistir a esse filme!). Bem, ela não transa com ele. Ufa!

Depois a personagem principal, já adolescente, procura um rapaz que considerava bom o suficiente para acabar com o impeditivo que lhe privava de sair em busca da sua realização. Isso significa que ela bate a porta do Jerôme (o menino do Transformers) e fala: – Ei! Você pode tirar minha virgindade? – e ele diz: Sim, posso.

Foi assim, a primeira relação sexual de Joe foi fria. O menino do Transformers entrou e saiu algumas vezes de diferentes orifícios e pronto, Joe não era mais virgem. (E minha cara de espanto só aumentava. Eu devo ser mais “quadrada” do que realmente me acho, porque esse negócio dela deitar, abrir a perna, o cara entrar e sair sem nem um oi… Me deixou meio chocada.).

Com um tempo, Joe e sua amiga de infância começam a se desafiar e encorajar a terem cada vez mais relações sexuais com diferentes homens. Elas não se importavam se o escolhido tinha família e filhos, elas queriam a penetração… E conseguiam. Nos filmes (1 e 2) são inúmeras as cenas de sexo explícito (descobri mais tarde que as atrizes que interpretaram Joe usavam uma “prótese” de vagina para não terem nenhum contado com todas as “coisas” que elas utilizam no filme, e que nas cenas explícitas atrizes e atores pornôs assumiam seus lugares – parabéns a todos os envolvidos em produzir essas cenas, pois em nenhum momento percebe-se que há uma substituição. Trabalho muito bem feito, ainda que chocante).

Na juventude, Joe está em plena atividade, tendo até 10 parceiros diferentes por noite. Mas não há nenhum envolvimento emocional com esses parceiros, suas interações são estabelecidas por meio de um sistema de dados que ela criou, entregando ao acaso que tipo de resposta esses parceiros terão dela. Tipo: o dado saiu 1 – vou ligar para o fulano e dizer que gostei do nosso encontro. Mas se o dado deu 6 – nem vou ligar, riscado da lista. Entendeu? Mero acaso.

A história de Joe é enorme, com vários pontos significativos, mas eu gostaria de abordar apenas mais um acontecimento.

Várias coisas acontecem com Joe e em determinado ponto de sua vida ela se encontra casada com o Jerôme, aquele que tirou sua virgindade. Isso, o cara do Transformers. Ele é uma nova pessoa, mais maduro, gosta muito dela. Gosta mesmo!!! E ela também. Joe ama Jerôme. Mas mesmo o cara dando tudo de si, ele não consegue satisfazê-la na cama. (E olha que ele tenta, hein?!).

Joe tem um bebê e um marido que busca completá-la, mas não consegue. Um dia ele a autoriza a buscar sexo fora de casa. (O menino do Transformers me convenceu muito nessa cena. Palmas!!!) E é exatamente o que ela faz. Eles estão casados, com um filho e Joe transa com vários outros caras.

Difícil, né?! (Quem tem um relacionamento sério vai reconhecer o nó na garganta de se imaginar numa relação assim. Não dá, né?!)

Um dia, Joe deixa o filhote (ele aparenta ter uns 2, 3 anos, no máximo) sozinho em casa para se encontrar com um parceiro. O Jerôme chega em casa e dá um ultimato, falando que se ela sair novamente naquela noite ela nunca mais veria o filho e ele.

Suspense…. Tristeza… Nó na garganta…

Joe vai embora.

Abandona o amor do cara que ela “gosta” (mesmo que do seu modo doente) e o amor do filho para sempre.

É nesse momento que acontece a cena “Christian Grey Sadomasoquista” (MEEEEEDDDDOOO!!!!!), não posso falar dela aqui, porque as EXPLÍCITAS vão me matar se o texto ficar maior do que já está, por isso vou fazer um post só pra falar dessas cenas.

Mas voltando para o filme, Joe chega ao final de sua história percebendo o quanto a doença lhe roubou e resolve mudar. O seu ouvinte, que não era tão bom quanto parecia durante todo o filme apronta uma daquelas com ela, mas não vou contar….

O que me fez ficar ruminando essa história foi a conclusão que o Seligman chega: – Se tudo o que você contou, Joe, tivesse sido vivido por um homem… o homem que “resolve o problema da virgindade”, que aposta com o amigo quem transará mais em uma noite, que tem 10 parceiras diferentes por dia, que é capaz de ludibriar o outro, que abandona um filho e esposa para transar com uma outra pessoa qualquer, se isso tudo tivesse sido vivido por um homem, isso não seria um problema.

Tapa na cara da sociedade!!!

Tapa na minha cara!

Em menos de 20 minutos de filme eu já tinha uma opinião sobre Joe: – Doente, coitada, nojenta. Pow!!! Dez caras por noite??? Que horror!!!

Mas, se Joe fosse um homem, talvez eu fosse mais tolerante. Ainda acharia nojento ele transar com tantas pessoas, ainda acharia repreensíveis suas atitudes, mas sim, o problema seria menor. Menos revoltante.

Talvez eu tenha ficado tão “tocada” com a história da Joe porque eu sou uma mulher e, colocando-me em seu lugar, eu só pude sentir repulsa, incômodo e a certeza de que ainda há muito de machismo dentro de mim.

Eu não diria que o Ninfomaníaca, de Lars Von Trier, é um bom filme. Ele é difícil, mas que cumpriu o papel de me fazer refletir sobre meus conceitos e meus próprios preconceitos.

Talvez sirva pra você também.

Quanto ao título do post, assistam ao filme. Vocês vão entender.

Beijos,

Chris.

Obs: Vou escrever sobre a cena “Christian Grey” e posto já já.

Kiki de Montparnasse – Um elogio às musas libertárias

Quadrinhos. Sempre e em todo o tempo, de toda a classe de leitura, os que mais me encantam são os quadrinhos. Acho até a que justa a subdivisão: existem os livros e existem os quadrinhos. Agora, modernamente chamados de “graphic novel”, devido ao formato, mas como não sou afeita a estrangeirismos, usemos então “quadrinhos” mesmo ou “HQ”.

Por ser velha, a França sempre inspirou por seus personagens. Não poderia ser diferente, pois assim que escolhi na estante da livraria esse exemplar de “Kiki de Montparnasse”, escrito por Catel & Bocquet, fiquei encantada e mergulhei na história do dadaísmo (que nunca antes havia compreendido) e da linda Alice Prinn.

Costumo escrever sempre na primeira página dos meus livros (logo aí tem uma foto!), são as minhas impressões sobre o todo em poucas linhas. Neste escrevi que a ousadia está, justamente em não ser “ousado”, mas ser quem somos. E somente isso. Essa era Kiki, nascida Alice Prinn nos loucos anos 20 na França. Eternizada em fotos, quadros e manifestos.

Kiki consegue sair da miséria para se tornar uma das figuras mais carismáticas da vanguarda e do entre-guerras. Companheira de Man Ray e inspiradora de suas fotos mais míticas, ela será imortalizada por Kisling, Foujita, Per Krohg, Calder, Utrillo e Léger. Mas se Kiki é a musa de uma geração que busca sair da ressaca da I Guerra Mundial, é antes de mais nada uma das primeiras mulheres emancipadas desse século. Para além da liberdade sexual e sentimental, Kiki se impõe no mundo por uma liberdade de tom, de palavra e de pensamento que vem de uma única escola: a vida.

Bacana se comentar acerca do movimento dadaísta, já que o quadrinho permeia o movimento e retrata inclusive suas obras e artistas mais emblemáticos. No finalzinho tem uma mini biografia dos artistas, por ordem de aparição no livro. O Dadaísmo marca o non-sense ou falta de sentido que pode ter a linguagem (como na fala de um bebê, por isso o “Dadá”). Muitos de seus seguidores deram início posteriormente ao surrealismo, e seus parâmetros influenciam a arte até hoje.

O impacto causado pelo Dadaísmo justifica-se plenamente pela atmosfera de confusão e desafio à lógica sugerido por ele, optando por expressar de modo inconfundível suas opiniões acerca da arte oficial e também das próprias vanguardas. O Dada vem para abolir de vez a lógica, a organização, a postura racional, trazendo para arte um caráter de espontaneidade e gratuidade total.

Kiki de Montparnasse, graphic novel biográfica é escrita por José-Louis Bocquet e ilustrada por Catel Muller, chegou ao Brasil pelo selo Galera, da Editora Record. Publicado originalmente na França pela editora Casterman, o álbum conta a história de Alice Prin, que nasceu na vila francesa de Châtillon-sur-Seine, no despertar do século XX. Na Paris boêmia e genial dos anos 1920, tornou-se Kiki de Montparnasse, uma das figuras mais carismáticas e adoradas do período entre guerras. Da infância pobre no interior à agitada rotina entre a nata da classe artística parisiense da época, a tumultuada e marcante vida deste ícone cultural e sexual dos chamados Anos Loucos é retratada com paixão nesta graphic novel biográfica da dupla Catel & Bocquet. Vencedora de diversos prêmios na França e apontada como um dos títulos essenciais no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême — um dos mais importantes do gênero — em 2008. Kiki de Montparnasse é resultado de uma extensa pesquisa por parte dos autores, que aparece na bela construção dos cenários e figurinos.

É uma leitura que vale a pena. Conhecer Kiki foi definitivamente um marco na minha vida. E acho até, que me pareço com ela…

Abraços,

Ludimila.

Kiki 1 Kiki 2 Kiki 3 Kiki 4

Christian Grey e eu

A primeira coisa que pensei quando terminei de ler a trilogia 50 Tons de Cinza da E. L. James (editora  Intrínseca) foi como eu queria ser a Anastasia.

Acredito que a maioria das mulheres que leram pensaram isso também.

Mas parei para refletir. Imagina alguém chegando perto de mim e dizendo que deseja me foder com força. O mínimo que eu vou dizer é “Sai fora seu babaca de merda! Tá achando que eu sou o quê?”.

Mas ué? Eu não queria ser a Anastasia???

Porque foi exatamente isso o que aconteceu com ela, o Chris chegou e mandou a real: – Anastasia, quero te foder com força, já é ou já era?

E a Anastasia respondeu: – Já é, Chris!

E o que ele disse? Ele disse: – Então assina aqui esse contrato que eu sou rico, mas não sou bobo.

TENSO!

Vamos supor que você releve o que o “suposto” Grey disse (que deseja lhe foder) e logo depois o Chris vai e mostra um contrato fora da realidade no qual diz que ele vai lhe usar de todas as maneiras possíveis (até lhe bater).

Não tem como não reagir com um: “Tá ficando doido seu doente?”, “Tá achando que eu sou o quê?”.

Porque se alguém manda uma mensagem um pouco transviada para nós (mulheres), já estamos brigando e reclamando. Mas com o Christian não?!

O fato é que o super Christian Grey é só uma ilusão. Impossível de existir e se existisse, nós reles mortais, acharíamos que ele não é bom o suficiente, pensaríamos que ele estaria tentando nos comprar e nós diríamos que não estamos à venda.

“Porra mulher!!! Tu não disse que quer um Christian Grey??? Te levo pro motel de táxi, te compro um Hummer da Natura, levo você no rodízio e digo que quero lhe foder com força e você não gosta?” Tá certo que está um pouco diferente do livro, mas pô, tu também não é nenhuma Anastasia meu bem, nem tô querendo enfiar um plug em você.”

Esta é uma eterna discussão, porque nós mulheres realmente não sabemos o que queremos. Desejamos um ser que não existe, queremos que ele seja carinhoso e “violento” ao mesmo tempo.

Mas isso garota, é impossível!

Porque os homens não sabem fazer as duas coisas: ou ele é sensível, um ser que chora por qualquer lembrança de vocês dois, ou ele é um bruto, que quando termina o trabalho, vira pro lado, dá uma puxada no catarro, engole, abre uma cerveja e vai assistir jogo. E esse jogo amiga… é reprise!

Bj,

Babi.

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cinquenta tons de cinza

Jogos Vorazes (Hunger Games)

Olá, Tributos.

Nossa primeira postagem não podia deixar de ser sobre Jogos Vorazes, já que estamos em novembro e ansiosos pela estreia de Mockingjay – Part 1, em português: A Esperança (mas acho essa tradução escrota demais. Desculpa sociedade.) o terceiro filme da série.

Jogos Vorazes se trata de uma ficção científica que se passa em um futuro distópico. Mas o que vem a ser uma distopia? Pra entender o que é distopia é preciso saber primeiro o que é utopia: Utopia é pensar no futuro dos sonhos, onde todos são igualmente respeitados, todo mundo é feliz, alegre e saltitante. Já a distopia é o inverso disso, é um futuro onde tudo é horroroso, com um governo opressor e controlador.

A história se passa no que seria os Estados Unidos, que agora é chamado de continente de Panem e é dividido entre a Capital e mais 13 distritos. A Capital é habitada pela elite, pessoas poderosas e políticos, e os distritos são habitados pela “ralé”. Cada distrito é especializado em um recurso (como peixe, carvão, agricultura, tecnologia, etc) e eles trabalham para abastecer a Capital recebendo em troca um pouquinho de comida que mal dá para sobreviver. São apenas 12 distritos que abastecem a Capital, pois o 13º foi riscado do mapa desde que aconteceu uma rebelião dos distritos contra a Capital há 74 anos. Os “rebeldes” foram esmagados pela Capital que saiu vitoriosa. Por conta disso foram criados os Jogos Vorazes, que funcionam da seguinte maneira: são sorteados dois tributos de cada distrito: um menino e uma menina. Eles são enviados para uma arena, onde jogam até a morte e apenas um pode sair vitorioso. Os Jogos Vorazes servem para provar o poder da Capital sobre os distritos e para entreterem a elite que habita a Panem, pois é transmitido para eles em forma de reality show (isso mesmo, tipo BBB! Só que as pessoas são eliminadas no sentido literal da palavra).

Depois dessa brevíssima explicação vamos à minha opinião sobre a trilogia.

Eu confesso que o primeiro filme (Jogos Vorazes) não prendeu muito a minha atenção e eu não conseguia entender o porquê desse sucesso todo, lembrando que até então eu ainda não tinha lido os livros, pois bem, depois fui com algumas amigas assistir o segundo filme (Em Chamas) no cinema e foi nesse que eu fiquei maluca e saí do cinema tipo “- Caralhoo que filme foda, tenho que ler os livros pra ontem!” e foi o que eu fiz. Ahh… E claro, virei fã da Jennifer Lawrence. Apesar de ter essa coisa de romance meio adolescente e tal a trilogia é bastante interessante, é bem político, bate bastante na tecla da desigualdade social, mostra como a mídia tem poder e influência para manter a sociedade extremamente dividida e alienada. Foi exatamente isso que me chamou mais atenção e me fez gostar ainda mais, porque apesar de ser uma ficção, essa história não está tão distante da nossa realidade, a luta pelo poder e o egoísmo do homem são coisas que sempre existiram.

Gostei muito do tipo de narração em primeira pessoa que a escritora americana Suzanne Collins usou, dessa forma nos aproximou mais da personagem principal Katniss Everdeen e mesmo usando esse tipo de narração ela não deixou a desejar na proximidade do leitor com os personagens coadjuvantes. A forma de escrita é bem simples e de fácil entendimento, porém a autora consegue amarrar a história de tal forma que não dá vontade de parar de ler.

Os filmes são bem fiéis aos livros, outra parada que também me agradou bastante. Evidente que muita coisa não dá pra ser feita, mas nada que atrapalhe o curso da história. Sem contar que os atores são ótimos (destaque pra Jennifer Lawrence – hehe), a produção rica, os efeitos especiais são muito bons e palmas aos produtores Gary Ross e Francis Lawrence (Não, ele e Jennifer não tem nenhum parentesco) que conseguiram adequar muito bem pro cinema um livro narrado em primeira pessoa onde a personagem se expressa mais em pensamentos do que em diálogos. Por isso minha expectativa pro terceiro filme é grande, se eles continuarem seguindo esse caminho, Mockingjay tem tudo pra ser “muito foda pra caralho”!
Não vou dar minha opinião sobre o final da trilogia, porque seria um puta de um spoiler, então eu termino por aqui deixando o trailer oficial pra vocês assistirem e repito: Minha expectativa é grande!

Depois da estreia eu volto pra contar minhas impressões.

Até mais, Isa.

Trailer final: Burn!